quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Carnaval da Lavagem


É estranho o silêncio da Rede Globo de televisão quanto ao uso de agremiações de escolas de samba como fachada para a lavagem de dinheiro oriundo de ilicitudes, como por exemplo o jogo do bicho, e em casos mais graves, do tráfico de drogas.


A Beija-Flor passou anos ganhando carnavais, porque seu presidente era um importante chefe de quadrilha envolvida com o jogo do bicho, agora a bola da vez parece ser o "poderoso chefão" da Vila Isabel, que segundo relatos, fica chateado se não tiver sua mão beijada e pedido de benção.

Agora vem a tona o caso do presidente da agremiação da Mangueira, Ivo Meirelles, que, segundo o Ministério Público, é suspeito de envolvimento com criminosos, recebendo mensalmente dinheiro do tráfico.

Acho estranho esses casos não serem noticiados na Globo, que é quem tem exclusividade nos direitos de transmissão desse evento. Talvez seja porque, segundo relato do jornalista Jorge Kajuru, falar da CBF, calendário e da Seleção Brasileira não é assunto jornalistico esportivo, é assunto de negócios da empresa. Talvez a tática adotada para o setor de esportes seja a mesma para os negócios do Carnaval, uma vez que a Globo recebe só da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro 5 milhões de reais para transmitir ao vivo o evento.

Há muitos anos que as escolas de samba são instrumento de corrupção, lavagem de dinheiro e enriquecimento "lícito" de alguns poucos envolvidos com esse grande negócio. Isso se torna tão lucrativo, que é melhor ocultar isso tudo com uma globeleza.

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